terça-feira, 11 de setembro de 2012

Logun Edè é salvo das águas




Logun Edè era filho de Oxóssi com Oxun.

Era príncipe do encanto e da magia.
Oxóssi e Oxum eram dois Orixás muito vaidosos.
Orgulhosos, eles viviam às turras.
A vida do casal estava insuportável
e resolveram quue era melhor separar.
O filho ficaria metade do ano nas matas com Oxóssi
e a outra metade com Oxun no rio.
Com isso, Logun se tornou uma criança de personalidade dupla:
cresceu metade homem, metade mulher.
Oxun proibiu Logun Edè de brincar nas águas fundas,
pois os rios eram traiçoeiros para uma criança de sua idade.
Mas Logun era curioso e vaidoso como os pais.
Logun nào obedecia à mãe.
Um dia Logun nadou rio adentro, para bem longe da margem.
Obá, dona do rio,para vingar-se de Oxum,
com quem mantinha antigas querelas,
começou a afogar Logun.
Oxum ficou desesperada
e pediu a Orunmilá que lhe salvasse o filho,
que a amparasse nos eu desespero de mãe.
Orunmilá que sempre atendia à filha de Oxalá,
retirou o príncipe das águas traiçoeiras e o trouxe de volta à terra.
Então deu-lhe a missão de proteger os pescadores
e a todos que vivessem das águas doces.
Dizem que Oiá quem retirou Logun Edè da água
e terminou de criá-lo juntamente com Ogun.

YEMANJÁ VINGA SEU FILHO E DESTRÓI A PRIMEIRA HUMANIDADE



IEMANJÁ ERA RAINHA PODEROSA E SÁBIA.
TINHA SETE FILHOS
E O PRIMOGÊNITO ERA O SEU PREDILETO.
ERA UM NEGRO BONITO E COM O DOM DA PALAVRA.
AS MULHERES CAÍAM A SEUS PÉS.
OS HOMENS E OS DEUSES O INVEJAVAM.
TANTO FIZERAM E TANTA CALÚNIA LEVANTARAM CONTRA O FILHO DE IEMANJÁ
QUE PROVOCARAM A A DESCONFIANÇA DE SEU PRÓPRIO PAI.
ACUSARAM-NO DE HAVER PLANEJADO A MORTE DO PAI, O REI,
E PEDIRAM AO REI QUE O CONDENASSE Á MORTE.
IEMANJÁ SABÁ EXPLODIU EM IRA.
TENTOU DE TODAS AS FORMAS ALIVIAR SEU FILHO DA SETENÇA,
MAS OS HOMENS NÃO OUVIRAM SUAS SÚPLICAS.
E ESSA PRIMEIRA HUMANIDADE CONHEÇEU O PREÇO DE SUA VINGANÇA.
IEMANJÁ DISSE QUE OS HOMENS
SÓ HABITARIAM A TERRA ENQUANTO ELA QUISESSE.
COMO ELES A FIZERAM PERDER O FILHO AMADO,
SUAS ÁGUAS SALGADAS INVADIRAM A TERRA.
E DA ÁGUA DOCE A HUMANIDADE NÃO MAIS PROVARIA.
ASSIM FEZ IEMANJÁ.
E A PRIMEIRA HUMANIDADE FOI DESTRUÍDA.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Yansã - Oya



Deusa da espada de fogo, Dona das paixões, Iansã é a Rainha dos raios, dos ciclones, furacões, tufões, vendavais. Orixá do fogo, guerreira e poderosa. Mãe dos eguns, guia dos espíritos desencarnados, Senhora dos cemitérios.


Não é muito difícil depararmo-nos com a força da Natureza denominada Iansã (ou Oyá). Convivemos com ela, diariamente.

Iansã é o vento, a brisa que alivia o calor. Iansã é também o calor, a quentura, o abafamento. É o tremular dos panos, das árvores, dos cabelos. É a lava vulcânica destruidora. Ela é o fogo, o incêndio, a devastação pelas chamas.

Oyá é o raio, a beleza deste fenômeno natural. É o seu poder. É a eletricidade. Iansã está presente no ato simples de acendermos uma lâmpada ou uma vela. Ela é o choque elétrico, a energia que gera o funcionamento de rádios, televisões, máquinas e outros aparelhos. Iansã é a energia viva, pulsante, vibrante.

Sentimos Iansã nos ventos fortes, nos deslocamentos dos objetos sem vida. Orixá da provocação e do ciúme.

Iansã também é a paixão. Paixão violenta, que corrói, que cria sentimentos de loucura, que cria desejo de possuir, o desejo sexual. É a volúpia, o clímax, o orgasmo do homem e da mulher. Ela é o desejo incontido, o sentimento mais forte que a razão. A frase “estou apaixonado” tem a presença e a regência de Iansã, que é o Orixá que faz nossos corações baterem com mais força e cria em nossas mentes os sentimentos mais profundos, abusados, ousados e desesperados. É o ciúmes doentio, a inveja suave, o fascínio enlouquecido. É a paixão, propriamente dita.

Iansã é a disputa pelo ser amado. É a falta de medo das conseqüências de um ato impensado, no campo amoroso. É até mesmo a vontade de trair, de amar livremente. Iansã rege o amor forte, violento.

Oyá é também a senhora dos espíritos dos mortos, dos eguns, como se diz no Candomblé. É ela que servirá de guia, ao lado de Obaluaê, para aquele espírito que se desprendeu do corpo. É ela que indicará o caminho a ser percorrido por aquela alma.

Iansã é a deusa dos cemitérios. Ela é a regente, juntamente com Omulu (ou Obaluaê), dos Campos Santos, pois comanda a falange dos eguns. Comanda também a falange dos Boiadeiros, encantados que são cultuados nas casas de Nação de Angola. Ela é sua rainha.
Como deus dos mortos, Iansã carrega consigo o eruxin, feito com rabo de cavalo, para impor respeito aos eguns, bem como a espada flamejante, que faz dela a guerreira do fogo.
É, sem dúvida, o Orixá mais popular e a mais querida no Candomblé.

Iansã é traída pelo Carneiro



Um dia Oxum e outro alguém queriam fazer mal a Iansã.
Colocaram o feitiço num bracelete de Oxum
e o puseram dentro de uma caixa para que fosse entregue a Iansã.
Agbô, então, foi chamado para levá-lo a Iansã.
Agbô era o dono dos carneiros, dono dos agbôs
Tudo o que ocorria no palácio era espalhado
por meio da língua de Agbô, o Carneiro.
Mas Iansã, com sua arguta intuição,
pressentiu o que lhe vinha por meio de Agbô.
Ela, então, foi ao encontro do Carneiro
e na forma de um vento abriu a caixa
e trocou o bracelete por um pequeno pássaro.
Agbô foi um instrumento contra Iansã,
mas Iansã sentiu-se traída por ele.
Desde então Iansã odeia carneiros
e não aceita nem se quer comê-los.

domingo, 9 de setembro de 2012

Ewá Ateroriza Xangô no cemitério





Numa manhã coberta de neblina, sem suspeitar onde se encontrava, Xangô dançava com alegria ao som de um tambor. Xangô dançava alegremente em meio à névoa quando apareceu uma figura feminina enredada na brancura da manhã. Ela perguntou-lhe por que dançava e tocava naquele lugar. Xangô, sempre petulante, respondeu-lhe que fazia o que queria e onde bem lhe conviesse.

A mulher escutou e respondeu-lhe que ali ela governava e desapareceu aos olhos de Xangô. Mas ela lançou sobre Xangô os seus eflúvios e a névoa dissipou-se, deixando ver as sepulturas. Xangô era poderoso e alegre, mas temia a morte e os mortos, os eguns. Xangô sentiu-se aterrorizado e saiu dali correndo.
Mis tarde Xangô foi à casa de Orunmilá se consultar e o velho disse-lhe que aquela era Ewá, a dona do cemitério. Ele estava dançando na casa dos mortos. Xangô sentia pavor da morte e desde então nunca mais entrou num cemitério, nem ele nem seus seguidores